sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Fui fazer "uma limpa" nos meus livros...

Ok, depois das roupas e da caixa de esmaltes, vamos fazer uma limpa nos livros. Sim, nos livros. Separar alguns para alguma campanha de doação.
Comecei pelos mais antigos. Passei reto pelo meu Marco Pólo. Quem nunca sonhou com as viagens, nunca será um bom turista nessa vida. Passei reto pelas minas do Rei Salomão, pelas viagens de Gulliver, por Alice. Impossível me desfazer de Alice. Quando era criança ia pro dentista levando o livrinho de capa azul e nem ouvia o motorzinho esquanto esperava no consultório.
Passei reto pelos livros do meu pai; ainda há um quê dele ali no meio dos seus Kafka e Jack London.
Vamos em frente. Olhei pros meus amados Conan Doyle e Austen, limpei-os com cuidado e coloquei-os num lugar mais apropriado e respeitoso para obras desse calibre. Tirei o pó do meu História Sem Fim, que nem li ainda, mas Deus sabe o sacrifício que foi encontrá-lo - e comprá-lo.
Não consegui "relar" o dedo nos meus contos de Grimm, é amor demais. Fernando Pessoa ficou também. Drácula, de Bram Stocker (isso sim, livro de vampiro!) me fez sorrir ao lembrar que encontrei-o num sebo no centro de São Paulo, passeando com Victor. E minha edição velhiiiiinha do Xangô de Baker Street, disputada com meu professor de História da Arte num sebo "biboquento" de Salvador.
Vi minha coleção Harry Potter, alguns com o miolo quase preto de tanto emprestar. Pensei: "agora poderia comprar a coleção definitiva de colecionador", essas coisas de capa dura e caixa bonita que inventam, mas concluí que 450 reais não vão comprar o esforço de estagiária que era juntar dinheiro todo mês para comprar cada edição, nem a emoção da espera por cada volume e a ida às livrarias a cada mês: "Já chegou?"
Em cada um dos meus livros descobri um pedacinho diferente de mim, como se um amigo me revelasse isso. Os mais íntimos, mais de perto, os menos íntimos, acenando, se fazendo presentes de alguma maneira. Mas todos "fazendo da Espanha uma amiga".

No final das contas, ler é se construir.

É. Parece que ainda não é desta vez que doarei livros e farei pessoas mais felizes!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

"O verdadeiro amor dói..."

"O verdadeiro amor dói. Ele dói sempre. Amar uma pessoa custa mesmo; é doloroso abandoná-la e deseja-se morrer por ela. Quando as pessoas se casam, têm de deixar muitas coisas de lado para se poderem amar. A mãe que dá a vida a uma criança sofre muito. A palavra “amor” é tão mal entendida e abusa-se tanto dela". -- Madre Teresa de Calcutá

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dia do Amigo!

Feliz dia do amigo! :D

Claro que sei que meus quase 700 contatos do Face não são meus amigos no sentido mais profundo da palavra. Mas tenho certeza de que todos eles têm, pelo menos, um amigo. E se não têm, desejo a eles a graça de ter um!...

Hoje é dia de celebrar a amizade! De celebrar os sorrisos e as piadas internas (e declaradas!); os "abraços, fotos e churrascos" juntos; de celebrar as dores e vitórias partilhadas; de celebrar a alegria e a vida! Pois amigos são os irmãos que Deus, em sua bondade imensa, nos deu o privilégio e a graça de poder escolher. :)

Aos meus amigos e amigas de verdade, àqueles que eu sei com quem posso contar, e àqueles que um dia já foram meus amigos, mas que a vida, por alguma razão ou revés, já levou: SINTAM-SE AMADOS E AMADAS! ♥

"E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! [...] Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles." - Vinicius de Moraes.
 
 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Sobre coração e tesouros

Se é verdade que o meu tesouro se encontra no lugar onde está o meu coração...







[Achei essa postagem guardada na caixa de rascunhos hoje. E ela é tão verdadeira, e meu coração está inquieto, que decidi publicar. Curta, porém, direta e reta...]

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Chuva!

Faz muito tempo que não blogo, mas hoje deu vontade de escrever um pouco.
Não sei bem porque, não sinto como se tivesse algo interessante para escrever. O fato é que escrever me ajuda a pensar, então parto deste fato para partilhar um pouco dessa minha segunda-feira cinzenta aqui com vocês (vocês? kkkk).
Gosto de acordar com chuva, gosto mesmo. Tirando aquela sensação de querer voltar para debaixo dos lençóis, geralmente é muito bom olhar pela janela e ver o céu cinzinha e aquela aguinha caindo do céu em forma de pinguinhos, às vezes finos, outras vezes nem tanto.
Chuva, porém, complica o deslocamento de todo mundo. Toda vez que chove Aracaju fica louca. Deve ser porque chuva aqui não é algo muito comum, mas ok, estamos em junho e em junho todos os pecados estão perdoados hahaha. Mas o fato é esse. Como gosto de ir andando trabalhar (45 minutos para pensar na vida, ouvir música, rezar... enfim, ficar um pouco comigo mesma e ainda pôr o coração para bater e gastar umas calorias), chuva significa uma série de cuidados a mais que precisam ser tomados. Sombrinha, sapato, enfim. Como a chuva de hoje não estava tããão forte, resolvi que iria a pé mesmo, e não tomar ônibus (meu irmão trabalha em outro município e ele fica com a preferência do uso do carro pelas manhãs).

Passei por aqui hoje! :D

Olha, vou dizer, não tenho mais "aquela" paciência para andar de ônibus nessa cidade. Ainda mais em dia de chuva. A gente sai de casa cheirosinha e arrumadinha para dar de cara com aquelas latas de transporte de sardinhas; é bem decepcionante. Prefiro a solidão do início do dia e um pouco de esforço, mesmo.
Aproveitando esse tempinho "bão, sô", obviamente, hoje não perdi a oportunidade de dar aquela amaciada na minha bota nova, que estreei sexta passada, no esquenta do Forró da Macaxeira (muito bom, a propósito: ri mais do que dancei, mas estar com os amigos é sempre éssidois).
Maaaaasss, eis que o resultado aparece: estou aqui com o pé esquerdo super dolorido. Eu tenho os pés chatos. Ok, não são tão chatos assim, porque usei botas quando era criança. (Sem piadinhas infames, obrigada!) Mas não tenho muito equilíbrio no pé esquerdo quando uso salto, o que me faz pisar com ele de forma diferente, e por isso - e o meu saltinho charmoso - agora estou aqui com ele bem doloridinho. Não todo ele, só aquela partezinha lateral, do lado interno do tornozelo. :( Eu e minhas ideias geniais! (Y)
Mas enfim, tudo acabou bem, cheguei inteira e vamos que vamos, simbora assim. Essa é a vibe dessa segunda-feira cinza. Ando com muitos chorinhos guardados porque não tenho tido tempo de chorar (Drummond s2), e esse tempo me faz ficar mais introspectiva que o normal. E não é choro (só) de tristeza, é choro de espera, de frustração, de angústia e de outras coisas mais. Pensar e escrever não vão dar conta desta vez. Preciso chorar. Chorar faz bem e chorar liberta.